sábado, 21 de novembro de 2009

Rede das Amigas realiza SARAU!



                                                               


Em noite de festa, alegria e entusiasmo, a Rede das Amigas realizou o seu primeiro Sarau, um evento cultural que contou com a participação de vários poetas da cidade e um grande número de convidados.
A amiga Arlete fez a abertura dos trabalhos, falando sobre a criação da Rede, seus objetivos, suas finalidades. Para dar início ao evento, convidou o poeta Zé Walter Pires para declamar um cordel, gênero literário que o nosso poeta abraçou ultimamente com competência e desenvoltura. Mas Zé Walter não se limitou a declamar; deu a todos presentes uma verdadeira aula sobre a técnica e a arte de fazer cordel.
O Sarau foi acontecendo de forma descontraída e muito alegre, quando os poetas Rui Lobo, Osmarlene, Geraldo Azevedo, Raimundo Aguiar e Marinês apresentaram poesias de autores consagrados da nossa literatura, como Cecília Meirelles, João Cabral de Mello Neto, Ferreira Gullar, Carlos Drumond de Andrade, dentre outros. Os poetas Geraldo Azevedo e Raimundo Aguiar também declamaram poesias de sua autoria. Da Rede das Amigas, a escritora Diná Gomes Fernandes leu uma Crônica de sua autoria "Os pobres coitados" e a poetisa Mena Azevedo declamou uma poesia intitulada "Eu, apenas essa gota d'água!" As apresentações eram intercaladas com Voz e Violão de Jorge, que cantou  melodias lindíssimas de Ana Carolina, Jessé, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Maria Betânia, Caetano, dentre outros compositores.
Foram momentos de luz, alegria, descontração, bate-papo saudável e muita diversão. A Rede das Amigas fez a noite sorrir para os convidados que lá apareceram e para cada uma do grupo. Sentimos a falta de algumas amigas que, certamente tiveram algum motivo justificável.
A Rede agradece a todos que compareceram, especialmente aos poetas, ao cantor Jorge que, muito prestativo, encantou a noite de todos que lá se encontravam. À direção do Restaurante Tempero Baiano, muito obrigada pela recepção e atendimento educados!





Ainda nessa noite, a Rede das Amigas cantou os parabéns para a amiga Vanzinha, que aniversariou no dia 17 próximo passado. A voc~e, amiga, um mundo de paz, alegria, saúde e muito amor! que o Deus da Vida ilumine seus passoas hoje e sempre!




Marinês declama poesias...

      
      


Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades...

                                                     


                                                                
                                 Convidados leem Cordel a Monsenhor de Zé Walter


        Mena declamou o poema:
         " Eu, apenas essa gota d'água"

Eu, apenas essa gota d'água

Do alto da montanha
Vejo o sol nascer...
Nasce pra mim, nasce pra você
E ilumina todos em toda a parte
                                                       Democraticamente...
                                                       Não podia ser diferente!

Nessa criação divina                                                     
Segregação não há.                                                     
Do horizonte infinito
Vejo a hora crepuscular
À minha frente, à frente de todos
E esse fenômeno fico a observar!                                                  

         
                                                      Faixas amarelas, roxas
                                                      Sombreadas de vermelho alaranjado
                                                      Riscam todo o espaço do meu céu
                                                      É a aurora matinal
                                                      Que precede a manhã luminosa...
                                                      Mais adiante o lago azul!

Lago azul, manso e sereno...
Nessa visão, descanso o meu olhar
Vejo ainda a mansidão dos cisnes
Esbeltos, livres a nadar...
E eu do alto da montanha
Apenas uma gota d'água a observar!

                                                      Uma gota que brotou da pedra
                                                      Na fria e silente madrugada
                                                      Silente, orvalhada...
                                                      Uma gota apenas no arrebol
                                                      Que teima em ficar
                                                      Até ser absorvida pelo sol!

E o astro chega majestoso
Esparge sua luz nos campos e colinas
Joga seus reflexos luminosos
Nas grandes ou nas cercanias pequeninas
Em volta do lago azul sereno e manso
E engole tantas gotas d'água
Que já não alcanço!

                                                     E essas gotas vão-se juntar às nuvens
                                                     Que formam o todo inacessível
                                                     À visão do homem rude
                                                     É a unidade na amplitude
                                                     Que se divide em partes e volta à vida
                                                      Nessa roda viva onde me vi perdida!

                                                      E eu apenas essa gota d'água!




Os Pobres Coitados.


Dentre as milhares de músicas gravadas pelo Rei Roberto Carlos há uma na qual ele sugere: “conte ao menos até três, se precisar conte outra vez, mas...”, o que em outras palavras seria dizer: antes de agir ou de falar pense, pense no que vai fazer, no que vai dizer para não ter de se amargar depois sofrível arrependimento.
Tenho como hábito pensar e pensar muito antes de qualquer coisa e costumo contar não até três mas, até dez, o que ainda não me livra de dizer o que realmente gostaria de não ter dito, ou não dizer o que alguém merecia ouvir.
Fico com a última opção quando me recordo do episódio que passo a relatar, por não ter respondido à altura alguém do outro lado da linha.
Recebi, há alguns dias um daqueles telefonemas, em que a pessoa do outro lado lhe pede para confirmar o seu nome completo, endereço e tantas outras informações lhe prometendo um mar de vantagens como cartões de créditos, planos de saúde, ofertas para compras de mercadorias a preços baixos, assinaturas de revistas e tantas coisas mais que se não estivermos atentos poderemos até nos iludir.
Não sou contra essas pessoas, pois sei que se trata de alguém que deseja garantir o seu emprego, e, por trás da mesma, quase sempre há um chefe a lhe cobrar e a exigir que venda o máximo do seu produto. É uma questão de sobrevivência.
Sei que a pessoa do outro lado precisa do seu cliente, e, nesse momento, eu o sou, logo, atendo com presteza, isto é, depois de constatar que não se trata de chantagem como o golpe do celular ou coisa parecida, tão comum nos dias atuais.
Alguém do outro lado nos oferece mares de rosas, nos diz que fomos selecionados entre os melhores clientes, para recebermos tais vantagens o que até me faz lembrar de um ditado popular "quando a esmola é muito o santo desconfia”.
O telefonema que recebi teve o seguinte teor: confirmado o meu nome completo, endereço e outras informações a minha interlocutora quis saber a minha profissão e eu lhe respondi , como sempre o faço com muito entusiasmo, entusiasmo este que logo se misturou com uma grande dose de indignação. Continuando o diálogo já estabelecido:
_ D. Diná, qual a sua profissão?
_ Sou Educadora.
_ É mesmo!? É mais uma sofredora.
Não estou entendendo.
_ Eu disse que a senhora é uma sofredora por causa de sua profissão.
_Você está completamente equivocada. A minha profissão é uma das mais sublimes. É a que nos proporciona caminhos para o nosso crescimento e nos oferece oportunidade de partilharmos com os outros (crianças, jovens e pais) o nosso sucesso. Trabalhamos para a formação de homens, portanto, não concordo com a sua opinião.
Nesse momento a minha interlocutora deixou de ser vendedora de cartão de crédito e quis ser um pouco educadora, e, ainda desapontada, querendo justificar a sua falta, me respondeu:
_ Eu me sinto também um pouco educadora como a senhora, pois já fui catequista por um tempo.
Nesse momento não contei até três e nem tampouco até dez, só lhe dei um “tchau” educadamente, deixando subentendida a minha indignação, na esperança de que ela reflita no que disse e mude de opinião a respeito do conceito do educador.
O episódio me fez ver, mais uma vez, que nós, educadores, precisamos muito fazer para reconquistarmos o nosso real valor. É preciso que tenhamos consciência do nosso papel na sociedade e nos envaideçamos por isso, exercendo com dignidade a nossa missão de educar para que todos vejam que jamais seremos “OS POBRES COITADOS”.

Diná Gomes Fernandes.






     

6 comentários:

  1. Nossa! Ficou muito bom! Parabéns!
    O meu desfile de elegância... sem comentários (risos)
    Foi uma noite realmente maravilhosa.

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  2. Saí de Salvador, às quato da manhã e sentia-me muito cansada. Já havia decidido que não iria. Mas por felicidade, ainda que indisposta ( por questões de saúde) resolvi "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima". Atitude mais que acertada! Saí de lá RENOVADA! A coordenação do evento está de parabéns! Foi MARAVILHOSO! Imperdível!!! Valeu!!!
    Zezé

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  3. É Mena, você pode apenas ser essa gota d'agua, mas sem ela o oceano certamente seria menor, como diz Madre Teresa de Calcutá.
    Beijos no coração

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  4. Vendo o sarau das amigas me lembrei das histórias políticas que se ouve no interior....
    Em certa cidadizinha, um político renomado termina seu discurso com a ilustre frase:" Como diz Olavo Bilac...O sertanejo é acima de tudo um forte! rsrsrsrsrs coitado de Euclides da Cunha

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  5. Rs rs rs rs Coitado! Euclides da Cunha deve ter tremido no túmulo! muito obrigada, Isa, pela sua atenção, em nome da Rede das Amigas! Um grande beijo!

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  6. A Rede de Amigas está de parabéns pela iniciativa...Parabéns pelo evento!

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